Sobre Nós
O sonho de transformar a paixão em excelência
Para nós, fazer vinho é muito mais do que um ofício: é prazer, dedicação e arte. Combinamos o rigor técnico na adega com a expressão criativa que nasce das nossas raízes latinas, criando vinhos que refletem autenticidade, carácter e qualidade.


A herança de um espírito pioneiro e rebelde
Luís Pato herdou do pai, João Pato, não apenas o conhecimento da vinha, mas um espírito inconformista e pioneiro. Em 1980, lança o seu primeiro vinho: um monovarietal de Baga de qualidade invulgar e produção raríssima — um vinho que, ainda hoje, é procurado como um verdadeiro tesouro por apreciadores de todo o mundo.
Foi também um dos primeiros produtores portugueses a levar os seus vinhos para além-fronteiras. Há mais de quarente anos, partiu com uma mala cheia de garrafas de Baga, Bical e outras castas autóctones da Bairrada, surpreendendo sommeliers, importadores e enófilos que reconheciam, naqueles vinhos, algo diferente.
Os vinhos de Luís Pato revelavam a essência verdadeira da região:
• Frescura — moldada pela influência atlântica.
• Caráter frutado — nascido dos solos argilo-calcários em meia encosta.
• Elegância e longevidade — fruto de fermentações equilibradas e estágio em carvalho com precisão.
Luís era um rebelde solitário a provocar uma revolução numa região que, na altura, ainda desconhecia o seu próprio potencial. Onde outros viam tradição imóvel, ele via futuro.
Uma Nova Era
Em 2015, a filha mais nova de Luís, Maria João, junta-se ao projeto da família, marcando o início de uma nova fase. A união entre gerações trouxe não apenas continuidade, mas também renovação — uma fusão entre experiência, curiosidade e irreverência.
Dessa colaboração nasce a aposta nos vinhos naturais, criados a partir de castas autóctones, fermentações espontâneas ou com leveduras indígenas, e com mínima adição de sulfitos. Foi este encontro entre visão e juventude, tradição e experimentação, que permitiu à marca explorar novos caminhos sem perder a sua identidade.
A herança transformou-se em movimento. O conhecimento acumulado encontrou novas perguntas. E o futuro passou a ter o mesmo ADN: liberdade criativa, autenticidade e respeito pela origem.

A evolução de um visionário
1980 — Luís Pato produz o seu primeiro vinho, um monovarietal de Baga de elevada qualidade e produção raríssima, hoje considerado um tesouro entre apreciadores.
1985 — Inicia duas revoluções na Bairrada: desengaça uvas tintas antes da vinificação e estagia vinho em barricas novas de carvalho francês, introduzindo novas práticas na região.
1988 — Planta Baga em pé-franco (vinhas não enxertadas) para estudar o perfil dos vinhos pré-filoxera e cria o primeiro “Vinhas Velhas” do país.
1990 — Participa pela primeira vez como júri no International Wine Challenge, experiência que passa a marcar a sua visão sobre prova, qualidade e tendências internacionais.
1995 — Lança os primeiros vinhos de vinha única: Vinha Pan, Vinha Barrosa e Quinta do Ribeirinho Pé Franco, reforçando a identidade de terroir na Bairrada.
1998 — Adquire a Vinha Formal, origem daquele que se torna o seu vinho branco mais exclusivo.
1999 — Por opção pessoal, abandona a Denominação de Origem Controlada e passa a rotular os seus vinhos como “Regional Beiras”, afirmando total liberdade de criação.
2001 — Realiza a primeira “vindima de precisão”: colhe uvas da mesma vinha em momentos diferentes, para produzir espumante e tinto com perfis distintos.
2005 — Cria, com a filha Filipa, o FLP, o primeiro vinho produzido através de crioextração.
2008 — Apresenta o primeiro espumante de vinha única, produzido a partir das castas Bical e Touriga Nacional da Vinha Formal.
2009 — Surge a linha de vinhos naturais doces, denominada “Abafado Molecular”, nas versões branco, rosado e tinto.
2010 — Lança os espumantes Informal e Quinta do Moinho, ambos feitos a partir de Baga proveniente de uma única colheita em vinhas específicas.
2011 — Cria o Fernão Pires, um tinto produzido a partir de uva branca (94% Maria Gomes / Fernão Pires) com 6% de película de Baga, desafiando convenções.
2015 — Produz o primeiro espumante português sem adição de sulfitos.
2016 — Lança o Laranja da Madalena, um vinho laranja feito a partir de casta tinta.
2018 — Cria, com a filha Maria João, a marca João Pato aka Duckman, e apresenta o primeiro espumante de Bical em pé-franco, proveniente da vinha da “Ti Mariana”.
2020 — Celebra 40 anos de produção com um documentário e lança um vinho comemorativo recriando o perfil do primeiro vinho, da Vinha Barrosa.
2021 — Produz um espumante de Sercialinho com um método próprio (“Método Luís Pato”), que combina ancestral, tradicional e charmat. Lança-o para celebrar o nascimento da neta Júlia.
2022 — Inicia as primeiras experiências de 2ª fermentação de espumantes utilizando leveduras naturais provenientes da própria vinha.
Uma Família Inscrita na História da Bairrada
A ligação da família ao vinho antecede em muitas décadas o início do projeto atual. Em 1887, o livro “Memórias sobre Processos de Vinificação”, encomendado pelo Rei e reconhecido como o primeiro estudo oficial sobre a viticultura na Bairrada, já identificava como grandes produtores dois nomes ligados à família: Sebastião Raposo, bisavô materno de Luís Pato, e António Coelho, proprietário da Quinta do Ribeirinho. Essa referência histórica confirma que Luís Pato representa, pelo menos, a quarta geração familiar ligada ao vinho na região.
Apesar de durante vários séculos a família ter estado envolvida na produção de vinho — e de o primeiro enólogo consagrado em Portugal, Mário Pato, também pertencer à nossa linhagem — não deixa de ser curioso que tenha sido Luís Pato o único a dar continuidade ativa a este legado. Durante gerações, a família nasceu, casou e viveu na Bairrada, o que tornou natural esta passagem entre vinhas e conhecimento.

